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Wednesday, April 27, 2011

Quatro perfis profissionais integram a nova força-tarefa da TI

Exigência dos CEOs para que os CIOs distribuam conhecimento de TI por todas as unidades de negócios aumenta a demanda por profissionais com capacidade de gestão e domínio de mídia social, colaboração e tecnologia móvel.

Por conta da velocidade da mudança da tecnologia dominante e da aceleração das expectativas dos negócios, as qualidades dos profissionais que você precisa para competir com seus rivais estão mudando ao seu redor.

Aparentemente, não estamos contando nenhuma novidade. CIOs têm identificado sérias falhas nas competências de seus grupos de TI e em suas empresas, segundo demonstra pesquisa realizada em conjunto pela revista CIO e o MIT Center for Information Systems Research (CISR) com 370 IT leaders.

As grandes lacunas ficam por conta do domínio de mídia social, colaboração e tecnologia móvel. Mais de 40% dos CIOs disseram que suas empresas carecem de especialização em colaboração e apenas 44% nomearam colaboração uma habilidade formal corporativa. Simultaneamente, 27% disseram ter falta de experiência para avaliar equipamentos móveis, tablets e outras novas tecnologias.

Em paralelo, aumenta a pressão para liberação de sistemas que possibilitam o uso das mídias sociais e das tecnologias colaborativas e que sejam acessados pelos funcionários de qualquer lugar. E um grande volume de empresas se esforça para descobrir como fazer uso do tsunami de dados que deságua sobre elas. Adicione a essa mistura também o movimento entre empresas que, saindo da recessão, estão reprogramando processos de negócios para competir melhor, diz Jeanne Ross, diretora e principal cientista do MIT CISR.

“O que temos? A métrica dominante do valor da TI, mudando do tradicional, quão bem os sistemas são construídos e mantidos, para quão bem os funcionários vão usar esses sistemas com o propósito de encontrar novos clientes, tomar decisões mais rápidas e melhores e acelerar novas vendas”, diz Jeanne.

Os CIOs sempre tiveram de antecipar e contratar para mudanças em tecnologia e negócios. Mas as mudanças agora vêm mais rápido, diz Frank Wander, CIO da Guardian Life Insurance Company of America. Wander e outros CIOs também estão trabalhando muito próximos de outros departamentos para passar conhecimento de tecnologia dos executivos de negócios, tanto quanto a seus próprios times de TI, de forma a garantir que a tecnologia migre de um lado para outro, atendendo projetos críticos para os negócios. Mas não há garantia de que essa fórmula vá funcionar.

Sinais recentes indicam que existem pelo menos quatro novos cargos para profissionais de TI emergindo: especialistas híbridos em negócios e TI; gestores de fornecedores de cloud computing; especialistas em análise e gestão de dados; designers de aplicativos dinâmicos que misturam tecnologias móveis, sociais e de colaboração. Procurar esses profissionais nos nichos tradicionais não vai dar certo. Esses cargos exigem conhecimento profundo de negócios e capacidade de gestão. E quando você encontrar essas pessoas, prepare-se para pagar caro: nos EUA, alguns desses “superstars” têm salários anuais acima de 170 mil reais.

De acordo com Jeanne, gerentes de projeto, desenvolvedores de aplicativos e designers com conhecimento em mobilidade, social media e colaboração podem transformar sistemas preexistentes e construir novos para atingir as metas. Conhecimento prévio em desenvolvimento web e interface com usuário ajudam. CIOs devem procurar pessoas que não só são proficientes nessas tecnologias mas também entendem de sistemas corporativos e compliance, incluindo ERP. Aqueles que conseguem enxergar o quadro completo serão capazes de blindar esses sistemas principais e torná-los acessíveis de qualquer lugar sem interromper o fluxo dos negócios, garante a pesquisadora do MIT.

Uma boa combinação também tem sido contratar estudantes recém-formados em ciência da computação e engenharia, que já usam redes sociais e ferramentas colaborativas no seu dia a dia, e colocá-los para trabalhar com profissionais sênior, especializados na “velha realidade” , digamos assim. O resultado, segundo Tom Flanagan, que recentemente se aposentou como CIO da Amgem, empresa farmacêutica de 14,6 bilhões em faturamento, é inovação com troca de aprendizado entre ambos. No time de TI da Amgem, 1/6 dos 1 mil profissionais é formado por jovens que acabaram de sair da faculdade.

Assim como a tecnologia se infiltra nas nossas vidas, o conhecimento de TI tem-se infiltrado nas áreas de negócios. Essa tendência produziu um tipo de profissional que entende das duas coisas e que consegue trafegar entre funções diferentes, diz Rick Swanborg, professor da Boston University.

Swanborg prevê que os CEOs vão exigir dos CIOs que distribuam conhecimento de TI por todas as unidades de negócios. O professor comenta que empresas têm brigado por recém-graduados do programa de MS-MBA da Boston University – que combina graduação em sistemas de informação com um currículo regular de economia e negócios – e chegam a oferecer a eles salários iniciais que superam os 190 mil reais por ano.

Em empresas que trabalham com serviços e produtos para consumidor final, os CIOs estão procurando profissionais de TI com experiência anterior em e-commerce e marketing web. Por exemplo, Bruce Shuman é vicepresidente de E-business na Hartford, mas iniciou sua carreira como consultor focado em ERP. Na última década, ele trabalhou com e-commerce para empresas como Timberland, DuPont. GE Capital e HSBC.

Reportando-se diretamente ao principal executivo de e-business da Hartford, Shuman é responsável por aumentar o faturamento de apenas um tipo de consumidor: aposentados em busca de seguro de automóvel. Seu dia a dia inclui gestão de Search-Engine Optimization (SEO) para assegurar que as páginas da Hartford apareçam bem no Page Rank quando alguém procura no Google sobre seguro de automóveis, e atrair consumidores para comprar seguros diretamente online.

Quanto mais as empresas fazem negócios com fornecedores de cloud computing, mais os CIOs lidam com um leque maior de empresas provendo pedaços menores de TI. E o bloco todo não tem a visão geral do quebracabeças que o CIO quer montar com sua estratégia de TI.

Gente com experiência em negociação e relacionamento que consiga conduzir o grupo de fornecedores, mais ou menos como um pastor conduz seu rebanho, pode salvar muito dinheiro para a empresa. Fazer isso requer um especialista em vendas e gestão, diz Marc Cecere, vice presidente e principal analista da Forrester Research.

Esses “pastores” precisam ganhar conhecimento de questões legais e jurídicas, além de TI, lembra Swanborg. E, adicionalmente, excelentes qualidades de comunicação e capacidade de persuasão. No passado, um gestor de fornecedores que quisesse renegociar ou se desfazer de um fornecedor teria de estar acompanhado do responsável pelos negócios.

Hoje, o cenário é tão veloz que a TI precisa ter gente com autonomia para atacar o problema rápido e especialmente evitar ficar vulnerável, diz William Swislow, CIO da Cars.com. Unidades de negócio podem ir ao mercado e contratar um provedor cloud por conta própria para um tipo de serviço de tecnologia passando por cima de TI. “Precisamos de gestores de fornecedores fortes que sejam capazes de fazer alianças internas com seus colegas e evitar ao máximo os atritos”, diz Swislow.

Você já sabe quanto é um exabyte de dados, certo? Graças à web, à computação móvel e ao crescimento da computação corporativa nós humanos criamos cerca de cinco exabytes de dados todos os dias. São 5 quintilhões de bytes, representando números, letras, imagens e sons. Nós sabemos como montar bancos de dados e planilhas com estruturas definidas, mas não como trabalhar com dados não estruturados. Email, vídeo, apresentações em PowerPoint, mensagens instantâneas, diagramas de novos produtos, mensagens de voz, conversas via social networking com consumidores, tudo pode ser uma potencial fonte de receita.

O problema é duplo: gerenciar esses dados e interpretá-los. Extrair a informação correta no tempo correto para dar vantagem competitiva é o grande desafio de hoje. Por isso, os CIOs buscam por profissionais de TI escolados e com grande experiência em Business Intelligence (BI) e sistemas analíticos. Os mais indicados para o cargo são aqueles que têm conhecimento profundo dos sistemas corporativos, que conseguem dar um passo atrás para olhar e entender como a informação circula, que forças estão sob essas correntes, qual o melhor jeito de pescar ideias desse mar de dados e como uma empresa influencia quais dados deixará disponíveis e quem poderá usá-los.

Na Amgen, um projeto imenso de busca está tentando ganhar forma: permitir que os pesquisadores de drogas possam criar conexões entre diferentes dados e compartilhar isso rapidamente com outros pesquisadores internos e externos de forma a acelerar o nascimento de novos remédios e ampliar as receitas, diz Flanagan. Mas até agora a Amgen não encontrou uma só pessoa para resolver o problema e Flanagan está tentando criar um time misto, buscando, por exemplo, especialistas em dados em departamentos jurídicos que sabem como procurar informações relevantes numa pilha de dados não estruturados.

Na Guardian Life, Wander está às voltas com um plano chamado Talent 2020, pelo qual ele pretende fazer o inventário das especializações do seu departamento de TI e sistematicamente adicionar funcionários com novas habilidades. O trabalho é conjunto com o departamento de recursos humanos e isso envolve um processo de aposentadoria e contratação de novos especialistas, entre eles gente que entende de mobilidade e análise de dados e, claro, gestores de fornecedores.

Dica de Wander para os CIOs: calculem, entre outras variáveis, o grau de competência de cada membro do grupo em várias plataformas e adicione pesos para idade e tempo de casa. “Conseguimos uma métrica bem precisa para talentos de forma a garantir a troca de pessoas sem perder a transferência do conhecimento”, diz ele.

Wednesday, February 16, 2011

Eu guio, ela dirige

"Não, moça. Eu não vou por aí. A senhora deve estar certa, mas eu faço esse caminho há 35 anos e, se me desviar dele, vou me sentir perdido", diz meu pai, desajeitado, mas ninguém o escuta.

Isso é porque ele é um gentleman. A maioria dos outros motoristas, na mesma situação, xingaria o GPS. É natural vê-los comprar briga com o aparelhinho, tentando provar para o sistema de posicionamento global que ele não entende nada. Agem como se a tecnologia se importasse. Ou lhes desse ouvidos.

Aparelhos de orientação veicular, que já foram uma frescura tão digna de limusines quanto telefones móveis, hoje são cada vez mais comuns. Colados aos para-brisas ou embutidos nos smartphones, eles são mais uma tecnologia a serviço da distração do motorista em cidades cujas vias estão cada vez mais cheias, nervosas, mutantes e sem sentido.

O comportamento humano não evolui tão rápido. Por mais que seja evidente para o motorista que seu interlocutor é máquina, muitos reagem como se transportassem um carona folgado e insistente, que não perde uma chance de palpitar sobre o caminho.

Parece ridículo, mas é mais comum atribuir reações humanas a interfaces do que se percebe. Por mais que gente de bom senso não tenha o hábito de gesticular quando fala para si mesma, é raro quem não faça caras e bocas durante uma ligação telefônica. Ou, quando está nervoso, olhe bravo para o celular, sem perceber que está berrando para um rádio, incapaz de compreender ou transmitir sua expressão facial. Essa é, acredito, a principal razão para o sucesso de esquisitices como o tele-sexo. Ou para a presença cada vez mais comum daqueles zumbis que, plugados a um viva-voz, saem feito malucos vociferando e mexendo os braços pelas ruas.

Mas voltemos ao navegador. Se ele incomoda tanto, por que ligá-lo quando se está em mares dantes navegados? Talvez porque o motorista se sinta só e busque companhia. Talvez para ter uma válvula de escape contra a ansiedade e a impotência de um trânsito parado. Ou ainda para justificar um investimento tão alto em um objeto de tão pouco uso, considerados os padrões de tráfego de quem não dirige profissionalmente.

Pouco importa o motivo, é curioso ver como a reação instintiva de muitos motoristas é parecida com a daqueles maridos que se vêem perdidos, guiando em círculos, e mesmo assim continuam se recusando a ouvir as recomendações da esposa. Principalmente se entre as recomendações estiver a de parar para pedir orientação. Parece até haver uma espécie de orgulho masculino em saber se orientar. "GPS, dotô, é que nem Viagra. Só usa quem não se garante", me diz, orgulhoso, um taxista. No banco de trás, meu telefone me diz que devo virar na próxima rua à esquerda se não quiser andar em círculos.

Mesmo assim, a maioria dos usuários que conheço usa a voz de uma mulher para orientá-los. Será que respeitariam uma voz de homem? Acredito que não. As proprietárias de GPS com quem conversei não se irritam menos com a "mocinha da máquina" e não raro se desentendem com elas. Pouco importa o gênero, parece haver entre os motoristas um prazer sádico ao mostrar para o aparelho que tal rua não existe, que é contramão ou que simplesmente não estão a fim de seguir recomendação nenhuma. E ponto final.

A atitude dos usuários de uma tecnologia costuma ser um belo reflexo de sua personalidade. Parte das histórias de GPS é pouco original, já que trata de erros e imprecisões do sistema, que logo serão nostalgia de quem "estava lá" quando a tecnologia nasceu.

A maioria das histórias, porém, é alarmante. Ela mostra nas entrelinhas o nível de ansiedade, solidão e desamparo do indivíduo urbano que, desprovido de um transporte público razoável, se vê trancado em uma lata durante boa parte do seu dia. Feito um animal confinado, ele tende a se esquecer que pilota um bólido de mais de meia tonelada, e o conduz como um pitbull de aço a rosnar para ciclistas, pedestres, motoboys ou outros motoristas que não reconheçam seu direito divino sobre as ruas.

Luli Radfahrer é Ph.D. em Comunicação Digital pela ECA

Tuesday, February 15, 2011

A IMPORTÂNCIA DO DEPARTAMENTO DE TI NAS EMPRESAS


A TI evolui numa velocidade espantosa. Em menos de 30 anos se tornou uma ferramenta indispensável para grandes, médias e pequenas empresas.

“A Gestão de Serviços de TI traz com certeza a melhoria de qualidade de serviços e ajuda a conquistar novos clientes e manter os antigos. Mas o seu maior mérito é colocar uma ponte onde antes existia um vazio – TI e negócios.” (MENDES, 2006).

Nesse cenário promissor, o departamento de TI deixou de ser meramente um suporte técnico para as empresas, não se discutindo sobre sua real necessidade, mas sim as transformações porque tem passado e como está caminhando na direção da integração dos setores e o negócio da empresa, ganhando importância na tomada de decisão e no alcance das metas de negócios.

Segundo Mendes (2006), ao fazer essa ponte entre TI e negócios, o departamento de TI tem estabelecido um canal de comunicação entre esses dois mundos que antes estavam tão distantes, revelando que a TI não é mais foco de despesas para a empresa e sim parceira fundamental para alavancar os negócios.

O departamento de TI tem assumido a responsabilidade pela inovação e fica claro que não é mais suficiente o caráter técnico, estando simplesmente à disposição para atender às solicitações feitas pelos colaboradores e na manutenção de hardware. As empresas têm exigido uma postura mais ousada, com apresentação de soluções, visualização de novos produtos, serviços, tecnologia ou modelos de negócios que possam impactar de maneira positiva nos resultados financeiros.

Profissionais com múltiplas habilidades, formação ampla e em constante atualização são os que têm maior chance de prosperar nesse novo ambiente empresarial. “O futuro não reserva espaço para profissionais de TI de nível básico dentro das corporações” (REVISTA CIO, 2006).

Um novo ciclo de inovação e produtividade está nascendo. Devido à existência de uma série de fatores externos e internos, o departamento de TI está em transformação tão acelerada quanto o próprio mercado de TI. Visto que as prioridades nos negócios e as tendências na sociedade evoluem, a postura e o papel do departamento de TI precisam acompanhar essa tendência, se adaptando a nova estrutura formada por essa evolução.

“Não poderíamos esperar situação diferente da que temos atualmente, com hardware otimizado e inúmeras ferramentas no mercado voltadas para auxiliar empresas a se inserir neste contexto vencendo, assim, os novos desafios que lhes são impostos.” (MENDES, 2007).

O cenário mundial aponta redução do tamanho e aumento do prestígio do departamento de TI nas empresas e governos, pois os processos passaram a ganhar muita importância com seu impacto nos resultados. Contudo, caberá a um eficiente departamento de TI organizá-los, estruturá-los e gerenciá-los para conduzir convenientemente mais essa transformação vivenciada pela sociedade globalizada.

Monday, February 14, 2011

Monday, November 22, 2010

Maioria dos brasileiros prefere trabalho Home Office

Pesquisa da Cisco revela que maioria também estaria disposta a trocar salários altos por mobilidade e flexibilidade de horário de trabalho



A maioria dos brasileiros acredita que a produtividade não está relacionada com a jornada de trabalho dentro das empresas. Uma pesquisa encomendada pela Cisco revela que 76% acreditam que não é preciso estar fisicamente no local de trabalho para ser produtivo. A preferência dos brasileiros por trabalhar remotamente está acima da média mundial, que foi de 60%, e só abaixo da Índia, com 93% e China, com 81%.

A pesquisa também revelou que 83% dos brasileiros estariam dispostos a trocar salários altos por maior mobilidade e flexibilidade de horário de trabalho. A média mundial para este item foi de 66%.

"Este resultado reflete o desejo dos profissionais pela mobilidade como forma de aliar suas responsabilidades com qualidade de vida. Isso tem sido cada vez mais realidade com o uso de soluções tecnológicas pelas empresas", afirma Ghassan Dreibi Junior, gerente de desenvolvimento de negócios de Segurança para a América Latina.

Intitulada "The Cisco Connected World Report", a pesquisa foi realizada com cerca de 2.600 pessoas, entre usuários finais e executivos de TI de 13 países: Brasil, EUA, México, Reino Unido, França, Espanha, Alemanha, Itália, Rússia, Índia, China, Japão e Austrália. As entrevistas foram realizadas entre 16 de agosto e 7 de setembro.

Mais da metade dos entrevistados em todo mundo (57%) consegue conectar sua rede de trabalho remotamente, com destaque para o grande número de usuários finais da Espanha e Reino Unido (44% em cada um dos países), que afirmaram conseguir acessar informações da rede corporativa de qualquer lugar e em qualquer hora. No Brasil, o percentual chegou a 32%.

A maioria dos usuários finais pesquisados também acredita que os dispositivos fornecidos pelas empresas deveriam estar disponíveis para uso profissional e pessoal. A média mundial foi de 66%; e no Brasil, México e China, de 77%, enquanto que na Índia o percentual chegou a 95%.

Com relação ao preparo das empresas para prover mobilidade para os funcionários, quase metade dos executivos de TI entrevistados (45%) em todo mundo afirmou que suas companhias ainda não estão preparadas para isso. Por outro lado, mais da metade dos profissionais de TI do Brasil (57%) e China (65%) afirmou que suas empresas estão trabalhando no sentido de prover mais mobilidade para seus funcionários. Garantir segurança é o maior desafio na hora de prover mobilidade nas empresas, de acordo com os profissionais de TI. Este item foi o mais citado (57% do total mundial) pelos entrevistados.

Políticas de TI e mobilidade

A pesquisa "Cisco Connected World" mostrou ainda que as políticas de TI das empresas precisam se adequar ao desejo dos funcionários pela mobilidade, especialmente para aqueles que querem acessar redes corporativas de variados dispositivos, como computadores pessoais, smartphones e iPad´s, e ainda utilizar redes sociais e ampliar comunicação por vídeo. Embora 82% dos profissionais de TI afirmaram que suas empresas contam com políticas adequadas, 64% dos usuários finais entrevistados acreditam que as políticas de suas empresas precisam ser melhoradas. O percentual dos usuários finais brasileiros para este item chegou a 74%.

O estudo também mostrou que quase metade das empresas em todo mundo (41%) proíbem acesso a rede sociais, como Facebook, MySpace e YouTube. O percentual no Brasil chegou a 51%. A restrição ao acesso ao Twitter é de 35% no mundo e 37% no Brasil. Para 36% dos executivos de TI dos países pesquisados, e 32% no Brasil, o uso de redes sociais não tem relação com os negócios das empresas, podendo ser uma perda de tempo para os funcionários.

O uso de vídeo como forma de comunicação nas empresas está crescendo rapidamente. Globalmente, 68% dos profissionais de TI acreditam que o uso dessa solução deve crescer no futuro, especialmente entre países como México (85%), China (85%), Brasil (82%) e Espanha (82%). Apesar dessa percepção, 41% dos usuários finais entrevistados ainda não podem utilizar vídeo atualmente nas companhias. Entre eles, 34% esperam utilizar o vídeo como ferramenta de comunicação no trabalho nos próximos dois anos.

Wednesday, October 13, 2010

Seis comportamentos nas redes sociais que levam à demissão de funcionários


Preocupação com segurança e reputação da marca leva muitas empresas a coibir determinadas posturas dos profissionais na Web

Cerca de 7% das empresas já demitiram um funcionário por conta de atividades em redes sociais, de acordo com recente pesquisa da empresa de segurança de e-mail Proofpoint. Outros 20% das organizações admitem ainda que, por causa do uso inapropriado das novas mídias, tiveram de fazer advertências aos empregados.

Por conta do crescente número de histórias sobre problemas que as redes sociais trazem aos profissionais, o norte-americano Travis Megale decidiu criar um grupo, intitulado “Fired because of Facebook” (demitido por causa do Facebook).

“Sou professor de ensino médio e, por isso, tenho de ter consciência sobre o que publico. Criei o grupo como um sinal de advertência para meus colegas”, disse Megale. “Pessoas com que trabalhei no passado fizeram comentários e publicaram fotos que facilmente poderiam ter causado minha demissão, caso tivessem sido vistos pelas pessoas erradas", analisa.

Em um esforço para aumentar a conscientização sobre o tema, o grupo criado por Megale convida os membros que perderam seus empregos por causa de algo que fizeram no Facebook a contarem suas histórias. E os contos sobre erros cometidos nas redes sociais e que culminaram em demissões aparecem com frequência.

Do lado das empresas, as decisões radicais de demitir um funcionário são tomadas por conta de questões que afetem a reputação e a segurança da organização. Mas quais são os comportamentos que as corporações julgam como prejudiciais nos perfis online de seus empregados? Eis seis erros que os usuários cometem em sites como Facebook e Twitter, e que poderiam levar à demissão.


1::Postar comentários negativos sobre o trabalho ou a empresa

Pode parecer óbvio, mas para muitas pessoas não é. Alguns membros do Facebook sentem a necessidade de espalhar para amigos e parentes suas opiniões sobre o trabalho ou sobre seus colegas de escritório, tudo sob a impressão de que seus perfis permanecem privados.

Mas não é sempre o caso, especialmente se o usuário não soube ativar a privacidade em suas configurações, apontou Tom Eston, do site Socialmediasecurity.com. Os usuários precisam estar mais conscientes não apenas das configurações de privacidade, mas sobre guardar as opiniões relacionadas ao trabalho com eles mesmos.

“Simplesmente não faça”, disse Eston. “Com frequência alguém publicará alguma coisa e depois pensará, dias depois, que talvez não devesse ter feito aquilo. Você não pode culpar a rede social por isso. As pessoas precisam assumir a responsabilidade pelo que publicam.”

Mesmo que você tenha ativado as configurações de privacidade da rede social, lembre-se que as recentes reformulações do Facebook podem fazer com que as configurações voltem a ser públicas, tornando o conteúdo disponível para qualquer um até que o usuário vá lá e as mude.

Esse foi o caso com uma professora de Cohassett, Massachusetts (EUA), que foi demitida em agosto depois de publicar no Facebook que não imaginava trabalhar por mais um ano naquele distrito escolar. June Talvitie-Siple, que em um recado anterior havia chamado os estudantes de “sacos de germes”, não percebeu que suas configurações tinham sido tornadas públicas depois de uma mudança recente no Facebook. Ela serve como exemplo para que verifiquemos nossas configurações de privacidade com regularidade.

E há aqueles que seriam melhores se caíssem no esquecimento. Como a mulher que desabafou sobre o chefe em um post que já se tornou lenda na Internet. Infelizmente, seu chefe também era um amigo do Facebook e, por isso, podia ver facilmente seu perfil.

A mulher atualizou seu status com uma mensagem que, em português, seria como: “Eu odeio meu trabalho! Meu chefe é um total pervertido, que sempre me faz fazer trabalhos de m***a apenas para me sacanear!”.

Ao que o chefe respondeu: “Acho que você se esqueceu de que tinha me adicionado aqui” e terminou com “Não se importe de voltar aqui amanhã. E, sim, é sério.”


2::Defendendo seu empregador em uma discussão online

Embora seja o oposto da mancada número um, essa também pode ser desastrosa, mesmo que o usuário tenha as melhores intenções.

Isso porque, mesmo que pense que o que está dizendo é correto, você não é um profissional de relações públicas, e o que você publicou pode ser errado ou até prejudicar a empresa. A gigante das redes Cisco Systems deixa claro, em sua política de mídias sociais, que os empregados não deverão se envolver em qualquer debate online sobre a empresa sem permissão específica.

“Quando um empregado vê algo negativo sobre a empresa, algumas vezes seu impulso é o de defender seu empregador, com o qual está perfeitamente satisfeito”, explicou Christopher Burgess, conselheiro sênior de segurança da Cisco. “Você não pode fazer isso com os 140 caracteres do Twitter. O que dizemos ao nosso pessoal é: deixe o pessoal de RP cuidar disso.”


3::Comentar questões privadas da empresa em fóruns públicos

Então sua empresa está para comprar outra e há rumores sobre demissões? Guarde essa informação para si. Publicar essa informação no Facebook ou no Twitter é quase tão ruim quanto falar à imprensa sobre o assunto. Mesmo que você pense estar falando apenas para pessoas próximas, não há como saber onde a informação irá parar, disse Eston.

“Mesmo se pertencer a um contexto geral, certas informações que poderiam ser confidenciais para uma empresa nunca deveriam ser discutidas.”


4::Mudar de identidade e fingir ser outra pessoa

Você sempre quer ser honesto sobre quem é. Retomando a regra que trata de falar sobre sua empresa, Burgess explicou que a política da Cisco também proíbe os empregados de disfarçar seu nome ou identidade para se envolver em debates sobre a empresa.

“A política estabelece claramente que o uso de um apelido (ou nome falso) é inaceitável”, disse. “Os empregados deveriam sempre deixar claro seu relacionamento com a empresa.”


5::Oferecer muita informação sobre sua vida pessoal e atividades de lazer

Eston, que costumava trabalhar com segurança em um grande banco, lembra-se de um caso em que muita informação no Twitter não apenas fez uma pessoa perder o emprego como a impediu de ser contratada.

O banco estava fazendo uma verificação de antecedentes sobre uma candidata a vaga e descobriu mais do que gostaria de saber.

“Ela tuitou sobre como esperava poder passar num teste de drogas, e a foto de seu perfil no Twitter a mostrava fumando maconha.”


6::Publicar fotos de gosto duvidoso

Talvez o maior exemplo deste tipo de mancada seja o caso envolvendo a líder de torcida americana Caitlyn Davis. Ela foi demitida da equipe de futebol americano New England Patriots depois que fotos no Facebook a mostraram empunhando uma caneta marcadora à frente de um homem aparentemente inconsciente, cuja pele estava coberta de desenhos e pichações - entre elas, duas suásticas.

As fotos e as informações pessoais que você publica podem não ser tão ofensivas, mas provavelmente é uma boa ideia mantê-las afastadas das redes sociais, assim como os comentários sobre sua vida pessoal que poderiam levar um empregador a fazer um julgamento negativo sobre você.

Quando usa redes sociais, você quer mostrar sua melhor imagem. Da próxima vez que postar alguma coisa, pergunte a si mesmo se é algo que qualquer um possa ver.

TI na Educação

O excesso de informação está mudando a forma de educar. Conheça o papel da Tecnologia de Informação neste cenário.

O mundo moderno se tornou uma Sociedade da Informação. A produção e troca de informação entre pessoas, empresas e governos ocorrem em quantidade e intensidade crescentes. Os avanços tecnológicos acrescentam a esse quadro a automação de processos que exigem, dos trabalhadores, cada vez mais qualificação. O antigo operário que manejava máquinas tende a ser mais e mais um programador de robôs. Neste contexto, toda a área de Tecnologia da Informação, empresas, centros de pesquisas e universidades tem uma contribuição expressiva a dar a diversos campos da Educação. Desde a educação formal para crianças até a inclusão digital e o empreendedorismo, entendido como uma das variantes da qualificação.


Por sugestão de um amigo, segue um link onde poderemos conferir que a IBM abriu um canal de cursos online com certificações de varios cursos todos voltados a gestão, web 2.0 e outras áreas de TI. Lembrando que constam vários conceitos discutidos em sala de aula. Confira. - Tips by Marlon TAS 5th. Thanks mr.